Blade Runner 2049 - E a exploração sensorial de sentimentos
Já faz alguns dias que eu assisti Blade Runner 2049, mas eu demorei pra vir aqui deixar meus dizeres, porque sempre quando algo me impacta, me levando a pensar, eu gosto de digerir tudo aquilo ali pra não sair falando borracha. (como já dizia alguns amigos. rs)
Começamos pelo filme lançado em 1982, Blade Runner: O Caçador de Androides, pra mim não tem nada de a mais, não acho ruim, só acho um filme “ok”. Você até pode tentar me convencer da maravilhosidade explorativa do filme nas questões humanas futuristas, e em como ele é violento e sensível [e devagar] ao mesmo tempo. Nem tente dizer que eu assisti errado, vai perder seu tempo, a final, eu vi a versão de 1982 e tenho o DVD da versão do diretor, o qual eu vi 2 vezes, então não, eu não assisti errado. Eu só acho que toda a história poderia ter sido contada de forma mais dinâmica e com uma trilha sonora mais legal.
Agora, antes de começar a falar no novo filme, eu quero te convidar a assistir uma nova série antológica chamada Electric Dreams, essa série é baseada nos contos de Philip K. Dick, autor que escreveu o livro Blade Runner: O Caçador de Androides.
Cada episódio vai tratar de um assunto que explora o físico e emocional da humanidade no futuro, ou seja, bem Blade Runner, mesmo. Eu já assisti 3 episódio e vale a pena. [pensa no filme de 1982, mas pensa nele de forma dinâmica, isso é a série.]
Bom... falei tudo o que eu queria falar antes de começar minha narrativa sobre a experiência de ver esse novo conto sobre replicantes, então vamos lá.
BLADE RUNNER 2049 é um presente para os olhos e para cérebros ativos em teorias. Denis Villeneuve (A Chegada, Os Suspeitos) conduziu o filme como eu jamais imaginei que poderia conduzir, não por duvidar da capacidade de seu trabalho, que particularmente curto bastante, mas por não gostar muito da versão do filme anterior.
Esse novo filme ao mesmo tempo que ele faz uma ligação direta com o clássico de 1982, ele traz o novo, Denis converteu a história para as necessidades cinematográficas atuais, e tudo isso com sutis mudanças, e um enredo melhor explicado e possivelmente mais cativante.
É claro que não foi fácil me manter 100% vidrada na tela em duas horas e quarenta e cinco minutos de filme, poderia ter sido mais curto, mas aí não teríamos uma assinatura tão bem feita de Villeneuve, que fez uma obra prima, que explora seus sentidos, meu leitor, de forma sentimental.
Nota: Mesmo depois desse tempo tentando formular alguma coisa, algo concreto na teoria entre humanos e androides, a única coisa que fico me perguntando é: “A final, quem são os robôs do futuro?”
Nota 4,5 de 5
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